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...Mas que está difícil abrir esse blog e ver a carinha da Luna a me espiar, está....
Ô, gata gorda, volta logo pra casa, gata pateta...
Você faz falta na nossa minúscula família.
Tua caminha tá te esperando aqui ainda, gorda.


Escrito por laerteneto às 18h26
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Perdemos nessa quinta-feira nossa gatinha Luna. Já postei crônica anterior sobre essa gata. Ela desapareceu do apartamento. Não posso tecer acusações, mas posso desconfiar.Esse direito ainda tenho. As janelas do meu prédio se comunicam. Facilmente um gato atravessa de um apto para outro. Nem todos nutrem bons sentimentos por animais. Lamentável. Colamos cartazes em postes, anunciamos pela internet e em comunidades próximas à minha rua. Já se passaram três dias. Dificilmente a encontraremos novamente. Só mesmo quem cria um bichinho desde filhote pra entender como uma casa fica triste com a perda deles. Só espero que ela não sofra. Pq uma coisa é vc ver seu bichinho morrer, o que é muito triste. O Júnior morreu na minha mão. Outra é vc não saber o paradeiro. Imaginá-la com fome, com sede, me corta o coração. Mas pelo jeito não corta o coração de quem abriu uma porta para ela sair.
Lembrei de Cedral e do Jack, um cachorro labrador, que pertencia a uma amiga nossa, dona de uma chácara no fim da rua de minha casa , quando morei lá. Um cão enorme, lindo e dócil demais. Todos na rua conheciam Jack, ele fazia festa pra todos, de uma forma muito calma.Nunca o vi latir, nunca atacou ninguém. Num certo sábado, houve uma festa do peão na cidade. Na manhã seguinte, Jack sumira. Todos na rua ficaram tristes. Logo veio a informação de que, de noite, viram algumas pessoas colocando-o dentro de um carro e levado.Pensaram q eram parentes. Os de fora da cidade devem ter visto o cão de raça , era inofensivo, dócil, o carregaram embora. A diferença de interior e São Paulo é q lá , sempre tem alguém que viu alguma coisa. Literalmente, as pessoas cuidam. Aqui, todos se calam, se isentam, ninguém se envolve com nada. Ninguém vê ou ouve nada.
A gente não conhece nem nosso vizinho da porta da frente.
Minha linda gata gorda, obrigada por ter ficado comigo esses 4 anos. Ainda assobio de manhã como um bem-te-vi , gorda, do jeitinho q vc gostava. Pra vc.
Escrito por laerteneto às 18h25
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Direto do Sarcófago Um dia estava conversando com meus amigos, era um dia normal, numa rua normal, um barzinho normal. Daí, não sei bem porque, veio a conversa: o fato de eu ser o único canhoto do grupo. Então, do nada, tive um (como diriam os normais) mini flashback, no qual tinha 8 anos de idade (tempos felizes...) e ouvia a história do surgimento dos homens (e canhotos): “A Lenda do fim dos gigantes e o Surgimento dos Homens
Minha mãe contava esta história quando eu era pequeno. Ela contava sempre que eu ia dormir. Era história do fim dos bogatires, os gigantes da Mãe-Terra, que habitavam o mundo antes dos homens existirem, e de como os homens apareceram depois. Os bogatires eram muitos e muito poderosos. Cada bogatir tinha um nome e poderes diferentes dos outros. O bogatir chamado Sviagator era a criatura mais forte que já existira e dizia que, se tivesse um ponto por onde pegar, ele ergueria o mundo. O bogatir Volk podia se transformar num búfalo branco ou numa formiga, numa águia de duas cabeças ou num lobo cinzento. Mikula era um bogatir que tinha um arado encantado, com o qual produzia alimento para todos os outros bogatires. Mas o mais maravilhoso era o bogatir cavalo voador, com asas douradas e um chifre de marfim na testa. Ilia-Muromiets tinha um arco e lançava raios fulminantes sobre a Terra.
Os bogatires inventaram tudo o que se conhece: a agricultura, os tecidos, os objetos de metal e tudo o mais que se pode imaginar. Também defendiam a Terra contra os monstros e os espíritos maléficos. Eles eram tão fortes e estavam tão certos da sua missão que, um dia, depois de vencer uma serpente que cuspia fogo, um deles gritou, cheio de glória: ‘Nós somos invencíveis! Ainda que nos atacasse um exército vindo do além, nós o destruiríamos!’.
Nesse mesmo instante, apareceu um homem todo equipado com armas de guerra e avançou sobre aquele bogatir. Com um único golpe ele cortou o homem ao meio, da cabeça até o umbigo. Mas então o homem se reproduziu, transformando-se em dois. O bogatir tornou a golpear os dois homens, mas eles se multiplicaram, e já eram quatro. Mais quatro golpes e os homens viram oito guerreiros, e assim por diante. Logo, logo, os homens eram tantos que aquele bogatir começou a chamar outros bogatires para ajudarem na luta. Eles vieram um por um e, como os homens não paravam de se multiplicar, todos os bogatires do mundo se juntaram na batalha. Após dias de luta, os bogatires viram que era impossível vencer aquela guerra. Então correram para as montanhas e se refugiaram no fundo das cavernas, caindo nos abismos escuros onde se transformaram em pedras.
A partir daí, os homens se tornaram os senhores da Terra e decidiram celebrar sua vitória num largo banquete. Foi então, quando se sentaram à mesa, que eles reparam que metade dos homens comia com a mão direita e a outra metade com a mão esquerda. Isso acontecia porque, quando cada homem era dividido ao meio pela espada de um bogatir, dos dois novos homens que surgiam dele, um era destro e o outro era canhoto.
Como destros e canhotos se acotovelavam no banquete, sentados um ao lado do outro, eles resolveram se dividir em dois grupos, ficando numa mesa só quem usasse a mão direita e, na outra, quem usasse a esquerda. Não demorou para que um grupo começasse a desconfiar que o outro estava reservando as melhores iguarias do banquete para si, e logo os dois lados começaram a discutir e se acusar. Resultado: os canhotos preferiram se retirar e montar um acampamento separado.
Com medo de que os canhotos pudessem se organizar para atacá-los, os destros resolveram tomar a iniciativa e destruí-los primeiro. Então se reuniram e decidiram que no dia seguinte, ao raiar do sol, eles invadiriam o acampamento dos canhotos e os destruiriam. Como podia ser que alguns escapulissem e se refugiassem nas montanhas, voltando para ataca-los depois, completaram seu plano inventando uma armadilha: cobriram todas as bocas das cavernas com grandes espelhos. A idéia era que, quando um canhoto, correndo em busca de refúgio, visse de repente o reflexo da sua própria imagem invertida, ele pensaria que se tratava de um destro e atacaria o espelho, o qual, partindo-se iria precipita-lo nos abismos das cavernas.
Tal como planejado, no dia seguinte os destros atacaram a acampamento e, tomando os canhotos de surpresa, eliminaram tantos quanto puderam. Vários conseguiram fugir e correram para as montanhas, caindo, entretanto, na cilada dos espelhos. Assim, lá no fundo escuro das montanhas, ficaram encerrados os sobreviventes do massacre dos canhotos. Sua existência era toda de medo. Medo de que os bogatires acordassem do seu sono de pedra para se vingarem deles. Medo de que os destros viessem ataca-los na escuridão e extermina-los de uma vez. Fosse porque tivessem muito medo, fosse porque vivessem no escuro, ou ainda porque se sentissem desamparados, os canhotos desenvolveram a imaginação e passaram a viver num mundo de fantasmas e fantasias.
Só muitas e muitas gerações depois é que os descendentes dos canhotos resolveram voltar ao mundo da superfície. A essa altura, os destros tinham se multiplicado tanto e estavam tão divididos entre si – os que governavam e os que trabalhavam, os ricos e os pobres, os agricultores e os artífices -, que já não se preocuparam mais com a presença dos poucos canhotos. Eles os deixaram viver e se integrar no mundo dos destros. Só estranhavam como os canhotos tinham uma vida interior cheia de perturbação, delírios e melancolia. Por isso, passaram a chamá-los de sinistros.
Minha mãe sempre me contava essa historia antes de eu dormir. Mas nem era preciso: eu já sabia de tudo isso quando nasci. Antes mesmo de nascer. Eu sou canhoto.”
*Nicolau Sevcenko é escritor e professor de História na Universidade de São Paulo. (In: Vice-versa ao contrário – Histórias Clássicas recontadas por Otávio Frias Filho ...[et al]; desenhado por Spacca; organizado por Heloísa Prieto. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1993, p. 11-14).
Escrito por laerteneto às 22h46
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Extraído do site http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/11/132560/ COMO FAZER SUCESSO NO ORKUT
Você se acha um merda? Ninguém gosta de você? Nem tua mãe te suporta? Teu cachorro se esconde atrás da geladeira quando você chega em casa? Seu psicólogo é a única pessoa com quem você dialoga? Ficar em casa olhando/invejando os profiles alheios é seu hobby favorito? Se você respondeu sim para pelo menos duas dessas perguntas você definitivamente é um merda, mas o Acidez Mental e Estomacal tem a solução para os seus problemas. Segue abaixo um manual ensinando passo-a-passo como ser superpopular no Orkut
1º) Antes de tudo, você precisa ter uma conta no Orkut. Se ainda não tem, peça para algum amigo seu – se você tiver, é claro – te convidar para essa famosa rede de idiotice relacionamentos entre os brasileiros.
2º) Agora você tem que editar seu perfil. Para ajudar, vou listar os quesitos mais importantes e darei um exemplo bem básico de como os preencher, aí é só copiar e colar, já que você é um merda – é, não se esqueça disso - e não tem criatividade para isso:
Quem sou eu:
Antes de qualquer coisa, coloque: “SE ME ADD DEIXE UM SCRAP”. Se você for mulher, coloque isso: “aHH... xEi LahHh..... eH diFiXiL FaLAhh de miN mEXmU... eU xOu LeGaUxx e aDoRuh SaIH pUh xOpIx cUn miNhAS mIgUXasSssS uHieoidhUdsHisAHudahiUA”
Se você for homem, faça o mesmo, só que com algumas modificações:
1) Use menos “xis”. 2) Deixe a letra de um jeito só: maiúscula ou minúscula. 3) Troque “xOpIx” por “balada” e “mIgUXasSssS” por “brodis” 4) Se você for viado, desconsidere os três itens anteriores e coloque um trecho de qualquer livro do Paulo Coelho
Há também outras alternativas, tais como:
1) Colar um trecho de alguma música, qualquer uma que fale de amor ou que proteste algo, como o governo, por exemplo. Não que você realmente deteste o governo ou qualquer coisa do tipo, na verdade você não precisa nem entender a letra, só basta ter um trecho que se refira ao capitalismo de forma pejorativa.
...
2) Pedir para alguma “amiga” sua te descrever. O motivo das aspas é porque você é um merda e não tem amigas e se tem, 94,63% das vezes é aquela fulana que mal fala com você e que as únicas vezes que vocês trocam palavras é no MSN, perguntando se “tah td blz? e “quais as 9dades?”. Invariavelmente, ela vai escrever algo do tipo:
“aHHH... [coloque o seu nome/apelido, o qual terá uma grande probabilidade de terminar em “x” ou “h”] é mTo bRoDi.... LeMBrA daKeLa vEiX Ki a GeNTi TaVA [coloque o nome de uma festa/evento qualquer em que vocês foram. Provavelmente vocês mal se falaram] i vC feIx [pense em algo bem insignificante e sem a mínima graça]??!?!1111 uIUOHSuiHAsiudhAIUSd aGenTI riU D+, nEh? iNtaUm eh iSsu, [coloque seu nome de novo], vC SaBi kI poDi ConTaH CoMigU pRo quE dEh e viEr, nEh? tE aMuXxx mTuuu!!! By [coloque o nome da idiota que escreveria isso pra você]”
Relacionamento:
Como você é um merda, provavelmente não tem namorada(o). A opção mais aconselhável seria “solteiro(a)”, mas como você quer ser popular e a opinião alheia é algo que lhe importa bastante, pega mal, né? Então deixa em branco mesmo.
Fumo/Bebo:
Se você é mulher, ponha que bebo socialmente, para não dá uma de careta. Diga que não fuma, é queimação. Mas se você é homem, coloque que bebe eventualmente e que fuma, ou pelo menos que parou de fumar, mesmo que você só tenha tentado dar uma tragada no cigarro daquele seu colega maloqueiro que riu da sua cara quando você tentou tragar e tossiu feito tuberculoso.
Página da web:
Ponha seu fotolog. Se não tem, faça um, será essencial no seu processo de popularização-internética. Feito ele, sempre ponha fotos novas e saia elogiando os outros fotologs para que os seus respectivos donos retribuam e com isso você se sentirá querido por alguém. Mas não se iluda, as pessoas que te deixaram mensagem não tão nem aí pra você, pois também são um bando de perdedores que não conseguem se relacionar e então resolvem simular uma vida legal. Mas relaxe, pense positivo que vai parecer que todo mundo realmente gosta de você!
Música:
Basta você colocar as bandas que tocaram no último Disk MTV.
Programas de TV:
Põe assim: “kUalKer 1 Da MtV i MaLHaÇãOo hauiAHAIHaaius”.
PS: Na hora que for colocar uma foto, ponha uma toda editada pelo photoshop, isso mostrará que você é “original” – ou não... todo mundo sabe fazer isso, mas faça do mesmo jeito – e esconderá suas espinhas. Ah, e no álbum ponha fotos em que você está no meio de uma multidão, para dizer que são seus amigos.
Pessoal:
Bem, nessa parte você vai falar um pouco da sua aparência e outras frescuras, portanto...Se você é mais ou menos como a criatura da foto, aconselho não preencher muita coisa aqui. Não ponha nada em aparência, peso, etc. Mas mesmo assim ponha algo em best feature, nem que seja a unha, orelha, narina esquerda, qualquer coisa.
3º) Pronto, agora você tem um profile no Orkut! Mas isso não tem o menor valor sem “amigos” para verem o perfil e não se esqueça, você fez isso tudo pra arranjar amigos e simular uma vida legal, o que obviamente você, um merda, não tem.
Procure as pessoas que você conhece e adicione-as como amigos. Elas não precisam realmente estar no seu círculo de amizade. Com o tempo o seu contador de amigos irá crescer, chegando a um ponto que idiotas como você pessoas legais começarão a te adicionar. Mas nem se anime, elas não te acharam legal, simplesmente são tão ou mais inúteis que você e saem apertando o botão “add as a friend” para quem vê pela frente.
Mas cuidado, mesmo tendo 723 amiguxos virtuais, as pessoas podem perceber que elas só estão ali para mascarar a sua vida triste e solitária no momento em que você tiver míseros 20 scraps. O que fazer para isso não acontecer? É só ir no profile de todos seus pseudo-amigos e deixar uma mensagenzinha, nada muito elaborado, até porque eles teriam preguiça de ler, o que obviamente é a última coisa que querem. Fazendo isso, esses indivíduos serão obrigados a retribuí-lo com outro scrap, segundo o artigo 138 da Constituição dos Palermas da Internet.
Pronto, é basicamente isso. Desse modo, você receberá umas duzentas mensagens por dia contendo perguntas monossilábicas, elogios tão verdadeiros quanto a masculinidade do Tinky Winky dos Teletubies ou textozinhos coloridos provenientes do MeuOrkut.com, fazendo você achar que as pessoas realmente se importam com você.
Escrito por laerteneto às 19h18
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Texto extraído do blog ´´Memórias de Cristal´´
JÚNIOR
O nome do meu primeiro gato era Júnior.
Um dos quatro filhotes da ninhada da Geny, uma gata cor de mel "pensionista" nossa.
Morávamos numa casa com um bom quintal, dentro de uma vila sem saída.Naquela época não se usava prender os bichanos em casa, eles perambulavam namorando pelos muros durante toda a noite e de dia voltavam em busca de comida. Ninguém (ali, pelo menos) judiava deles, ainda não havia essa onda de crudelidade que hoje vemos com bichinhos( e infelizmente não apenas com animais, mas com pessoas também).
Júnior tinha alma de cachorro: quando minha mãe chegava do trabalho, ele a vinha recepcionar no início da rua e a acompanhava até dentro de casa.... sutilmente, estacionava na frente da geladeira, onde havia carne moída (naquela época ainda não havia ração também, e os tempos eram outros). Quando meu pai me comprava livro, eu sentava nos degraus do quintal e lia de um fôlego só numa tarde. Júnior ficava deitado aos meus pés.
Júnior viveu nove anos. Um cachorro o atacou no pescoço. Ele morreu nas minhas mãos.
Fiquei um bom tempo sem ter bichinhos mais.
Mas, tivemos ainda alguns "pensionistas": o Sansão ( um gato-anão preto e branco, de olho amarelo- ele se matava tentando "montar " numa angorá branca da vizinha. Quando, com muito custo, conseguia, ela levantava daquele modo enfadonho dos gatos e saía vagarosamente, deixando-o prostrado e inconsolável...), o Mondrongo ( quando chegávamos com a comida, era sempre o último. Resmungão e preguiçoso), a linda PCA ( sigla para o nome daquele travesseirinho que se abraça ao dormir: Pu...a Carência Afetiva. A gata se encostava toda, pedindo carinho. Chegava a enfiar o focinho no sovaco do meu então namorado, Laertão, o que me causava horror e desespero: vai que a gata se intoxica ...) , e, enfim, a Gata( pura falta de imaginação. Mas ela tinha cara de gata, mesmo. Impressionante.)
Muito tempo depois, já em outra casa, tivemos outra pensionista, a Bruna, Brunella: miava a plenos pulmões cada vez que chegávamos em casa. Parecia uma Janis ensandecida.
LUNA
E, um belo dia, Luna atravessa meu caminho em Cedral. Literalmente. Essa gatinha apareceu num fim de tarde, no meio da rua. Abri a porta do carro , e a vi correndo em minha direção. Uma bolinha de pêlos prateados- só depois se tornaram brancos e cinzas. Filhotinha de dois meses e pouco, corria como se fosse sua última chance. De uma certa forma, sorrindo como se me reconhecesse.Fiquei arrepiada. Quem convive com gatos sabe que eles não se deixam pegar, menos ainda correm em direção a alguém, como cães. Esssa correu para mim, e pulou dentro do carro. Quando a peguei no colo, ela já ronronava descaradamente.
Ainda investiguei na rua se era de alguma criança - já me roubaram as irmãs do Júnior, sei o que é criança chorar de noite por causa de bicho que some.Nada. Ela era livre para vir comigo.
Pouco tempo depois, mudei de volta para São Paulo, e no dia da mudança essa danada desapareceu. Eu e meu filho já agoniados, nem para o almoço ela deu as caras. Poucas horas antes de fecharmos a casa, lá vem ela, toda sirigaita/siri-"gata", pelo muro.
Gaiolinha nela. Não soltou um único miado nas seis horas de viagem- dormiu o tempo todo.
Veio para um apartamento. Sim, eu sei, ela não tem a liberdade de lá. Nem a gataria pra brigar e voltar arranhada, ou pior, ficar doente, emprenhar. Estamos aqui há três anos, e muito bem, obrigada. Ela engordou, tem o lugar cativo num sofá (ai de quem senta ali...) e não perde a chance de arranhar o Laertão quando o vê, agora ex (talvez seja o sovaco, talvez sexto sentido...).
Olho pra essa gatinha e fico imaginando se eu não a tivesse recolhido. Provavelmente já teria morrido ali. Outra tarde percebi que enquanto ela dormia, fazia movimentos de estar mamando , como filhotinha ainda. Fico aliviada de vê-la saudável e bem cuidada. Quando choro, mesmo que eu não faça barulho algum (e eu não faço), ela vem, sem ronronar, e se encosta em mim. Apenas encosta.Não sai dali até eu parar de soltar lágrima. Quando canto, ela chega perto e às vezes, mia junto (graças a Deus não entendo o que diz). Se o telefone toca, ela sobe na cadeira ao lado e o observa atentamente.
Quando lavo louça, ela deita aos meus pés.
Ah!
Eu já disse que ela se parece muito com o Júnior?

LUNA & JÚNIOR
(Sugestão para leitura: Richard Bach. Ele acreditava ter um cão que já havia sido seu cão antes.)
Escrito por laerteneto às 01h02
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Ghost-writerOrigem: Wikipédia, a enciclopédia.Ghost-writer (em inglês: "Escritor-fantasma") é como se chama à pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria - ficando estes com aquele que o contrata ou compra o trabalho. ProfissionalizaçãoAlgumas editoras disponibilizam o serviço de autoria oculta, como incentivo para a publicação de novas obras ou noutras o autor se oferece para dar corpo a um livro, quando percebe que há uma boa história. O trabalho de redação de livros chega a ser oferecido publicamente, junto ao de revisão, voltado ao público que "não tenha tempo" para escrever um livro em que o "ghostwriter irá ajudar o autor a redigir uma biografia, autobiografia, romances, livros técnicos, etc." CasosEm alguns lugares, como o Canadá, o serviço de ghost-writer é reconhecido e apoiado por entidades como The Writers' Union of Canada Nos Estados Unidos há uma variação para os escritores de discursos, chamados ali de speechwriters (escritores de discursos, numa livre tradução). Dentre estes um dos mais proeminentes foi Ted Sorensen, assessor do Presidente Kennedy, e autor da célebre frase do discurso de posse, onde dizia "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país´´ Truman Capote foi ghost-writer de Harper Lee na obra To Kill a Mockingbird e George Lucas serviu-se da redação de Alan Dean Foster para a versão em livro de Star Wars No Brasil, o Chalaça foi ghost-writer de D. Pedro I, e a ex-prostituta Bruna Surfistinha serviu-se da escrita de Jorge Tarquino para a formatação do best-seller "O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa". Na políticaO uso de escritores-fantasma por políticos é comum, na escrita de seus discursos. A frase do ghost-writer do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitscheck, Autran Dourado, é famosa no meio: "Eu era apenas a mão que escrevia". Assessores políticos chegam mesmo a escrever sobre pontos de vista opostos, para adequar os textos aos clientes e seus discursos. É comum, ainda, adequar o texto ao nível de conhecimento e estilo daquele que contrata o escritor fantasma. CasosA diferença entre o discurso lido e o de improviso pode gerar discrepância no estilo. Esta falha é apontada, por exemplo, nas falas do Presidente Lula. Conta-se que um político mineiro, sem efetuar uma pré-leitura do texto feito pelo "fantasma", leu a frase "de Minas, quiçá do Brasil" como "Minas, cuíca do Brasil", gerando constrangimento e pilhéria. A Winston Churchill é atribuída a crítica a seu adversário, Clement Aplee, dizendo dele que "Era um político tão medíocre que escrevia os próprios discursos". Questão éticaCaso recente envolveu uma publicação científica e artigo derivado de pesquisa por uma indústria farmacêutica, nos Estados Unidos. A fim de ter seu trabalho publicado, a indústria tentou contratar uma especialista para redigi-lo, ao que esta recusou a oferta; tendo outro profissional efetuado a redação, sua publicação foi recusada por uma revista médica - e no lugar foi publicado um texto da experta que recusara o trabalho, condenando a prática. A indústria defendeu-se, ao argumento de que era comum a prática de uso da autoria oculta, levantando o questionamento dos limites éticos para a prática. Esta prática de comércio autoral contudo, segundo a pesquisadora Maria Christina Anna Grieger, que apreciou os casos da indústria farmacêutica e de monografias feitas por outrem, "é uma realidade que pode interferir negativamente na formação ética, científica e profissional de graduandos e pós-graduandos, bem como na produção científica, falseando dados e informações da literatura." Nas artes - The Ghost, filme britânico do diretor Roman Polanski, programado para estrear em 2010, conta a história de um ghost-writer que, contratado para fazer a auto-biografia do primeiro-ministro, acaba ameaçado de morte.
- Budapeste, romance do compositor e escritor Chico Buarque, baseia-se na história de um ghost-writer.No enredo, a atividade é uma maldição para o profissional
Sobre o assunto Ghost-writting realmente consiste em um tema polêmico: até que ponto a venda não só de idéias, e sim da própria autoria, do direito de dizer que aquele texto é seu, é meramente uma carreira e até que ponto chega a ser algo anti-ético? Ao, refletir, percebi que sou contra dois casos de uso de GW: 1.) O uso de GW para obras literárias 2.) O uso de GW para obras e trabalhos acadêmicos No primeiro, se trata de uma idéia pessoal, para mim, questões de autoria artísticas são inflexíveis: todos os responsáveis pela elaboração da história, criadores, escritores, pesquisadores devem ser creditados. A idéia de uma pessoa, apenas por vaidade, comprar a autoria e a idéia de um GW é errada. No segundo, trata-se de uma questão, não apenas pelo bem da ciência, mas sim por segurança. É uma ação muito perigosa contratar os serviços de um GW na publicação de um artigo científico, pois, por mais que seja bem informado o GW da intenção do ´´autor´´, somente este ´´autor´´ detem todas as informações necessárias para a escrita de um artigo científico. O mesmo vale para trabalho acadêmicos, uma vez que trabalhos acadêmicos servem para o aprendizado o futuro profissional, como ele vai aprender se pagou pelo seu trabalho e como vai ser um bom profisional, se não aprendeu? Segundo a médica Maria Christina Anna Grieger : ´´O comércio de trabalhos científicos é uma realidade que pode interferir negativamente na formação ética, científica e profissional de graduandos e pós-graduandos, bem como na produção científica, falseando dados e informações da literatura. ´´[1]. Tirando esses dois casos, não tenho nada contra a pessoa que contrata ou usa os serviços de um GW para expressar suas idéias, ou melhor dizendo, não vejo porque não admitir que usou tais serviços e creditar o GW, já que um indíviduo não é obrigado a saber expressar bem suas idéias através da escrita. Referencias:[1] GRIEGER, M. C. A. . Escritores fantasma e comércio de trabalhos científicos na Internet: a ciência em risco. Revista da Associação Médica Brasileira, 2007.
Escrito por laerteneto às 16h57
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Colcha de retalhos Oh, olhe todos os sós Olhe para o céu e veja Um ser humano capaz de voar Há tempos em que o mundo inteiro dorme Bem, daqui a cem anos, eu não estarei chorando Quando eu penso naquelas luzes do fim do leste Eu soube que você está triste Eu diria que estou arrependido Mas, cara, ele mereceu Os deuses podem lançar um dado Mas eu sei que não tenho chance nenhuma A luz do dia chega e eu quero ir para casa A noite afia e aumenta os sentimentos Se eu lhe dissesse o que é necessário para atingir o mais alto dos altos Você ainda se lembraria de mim? Quantas vezes eu tenho que tentar te falar? O tempo pode me mudar, mas eu não posso mudar o tempo Estou a caminho do que quero deste mundo: Tudo completo na visão das sementes do amor com você Estamos fazendo este jogo de intrigas juntos E ela está comprando a escadaria para o céu Eu estou na auto-estrada para o inferno Devo ir ou devo ficar? Eu não sei... E no final Eu quero andar de bicicleta Agora o ar que eu provei e respirei deu uma reviravolta Você está encurralada pela confusão Os sábios dizem Você nunca deve pegar mais do que você oferece Nós dizemos adeus antes mesmo de dizer olá Você me deixa em transe, hipnotizado Tudo volta para você Então eu me decidi, isso deve acabar Ainda em sonhos pacíficos eu vejo Dias mornos cheios de luz do sol Em sonhos ele vem Quem é você? Onde os céus são tão azuis Eu costumava ser um lunático dos dias graciosos Esta é a nossa ultima dança Através do oceano para a segunda chance Siga um caminho direto e mais forte para a esquina de sua vida Se eu chorar não é de tristeza Eu te encontrarei onde o caminho for alto e direto Eu posso perceber pelo seu olhar Você não é mais nenhum anjo Voce só estava esperando esse momento chegar
Escrito por laerteneto às 16h05
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Asneira nossa de cada dia....
Alicia Silverstone
"Eu acho que o filme 'As Patricinhas de Beverly Hills' é muito profundo, no sentido em que era bem leve. Eu acho que leveza tem que vir de algo profundo, se é a verdadeira leveza." em inglês: "I think that the film 'Clueless' was very deep. I think it was deep in the way that it was very light. I think lightness has to come from a very deep place if it's true lightness"
Ivana Trump "Escrever ficção é ótimo. Você pode inventar quase tudo." em inglês: "Fiction writing is great. You can make up almost anything."
Tara Reid "Eu faço a Jessica Simpson parecer uma cientista." em inglês: "I make Jessica Simpson look like a rock scientist."
Brooke Shields "Fumar mata. Se você morrer, você terá perdido uma parte muito importante da sua vida." em inglês: "Smoking kills. If you're killed, you've lost a very important part of your life"
Jessica Simpson "Eu não sou anoréxica. Eu sou do Texas. Existem pessoas anoréxicas no Texas?Eu nunca ouvi falar de nenhuma. E isso me inclui." em inglês: "I'm not anorexic. I'm from Texas. Are there people from Texas that are anorexic? I've never heard of one. And that includes me."
George Bush "Eu tenho opiniões próprias, opiniões fortes, mas nem sempre eu concordo com elas." em inglês: "I have opinions of my own, strong opinions, but I don't always agree with them"
Dan Quayle "O holocausto foi um período obsceno na história da nossa nação. Digo, na história deste século. Mas nós todos vivemos neste século. Eu não vivi neste século." em inglês: "The Holocaust was an obscene period in our nation's history. I mean in this century's history. But we all lived in this century. I didn't live in this century."
Christina Aguilera "Então, onde vai ser o Festival de Cannes este ano?" em inglês: "So, where's the Cannes Film Festival being held this year?"
Linda Evangelista "Foi Deus quem me fez tão bonita. Se eu não fosse, seria uma professora primária." em inglês: "It was God who made me so beautiful. If I weren't, then I'd be a school teacher."
Arnold Schwarzenegger "Eu acho que casamento gay é algo que deveria ser somente entre um homem e uma mulher." em inglês: "I think gay marriage is something that should be between a man and a woman"
Escrito por laerteneto às 14h04
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Escrito por Professorestudante às 12h37
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