Ghost-writerOrigem: Wikipédia, a enciclopédia.Ghost-writer (em inglês: "Escritor-fantasma") é como se chama à pessoa que, tendo escrito uma obra ou texto, não recebe os créditos de autoria - ficando estes com aquele que o contrata ou compra o trabalho. ProfissionalizaçãoAlgumas editoras disponibilizam o serviço de autoria oculta, como incentivo para a publicação de novas obras ou noutras o autor se oferece para dar corpo a um livro, quando percebe que há uma boa história. O trabalho de redação de livros chega a ser oferecido publicamente, junto ao de revisão, voltado ao público que "não tenha tempo" para escrever um livro em que o "ghostwriter irá ajudar o autor a redigir uma biografia, autobiografia, romances, livros técnicos, etc." CasosEm alguns lugares, como o Canadá, o serviço de ghost-writer é reconhecido e apoiado por entidades como The Writers' Union of Canada Nos Estados Unidos há uma variação para os escritores de discursos, chamados ali de speechwriters (escritores de discursos, numa livre tradução). Dentre estes um dos mais proeminentes foi Ted Sorensen, assessor do Presidente Kennedy, e autor da célebre frase do discurso de posse, onde dizia "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país´´ Truman Capote foi ghost-writer de Harper Lee na obra To Kill a Mockingbird e George Lucas serviu-se da redação de Alan Dean Foster para a versão em livro de Star Wars No Brasil, o Chalaça foi ghost-writer de D. Pedro I, e a ex-prostituta Bruna Surfistinha serviu-se da escrita de Jorge Tarquino para a formatação do best-seller "O Doce Veneno do Escorpião - O Diário de uma Garota de Programa". Na políticaO uso de escritores-fantasma por políticos é comum, na escrita de seus discursos. A frase do ghost-writer do ex-presidente brasileiro Juscelino Kubitscheck, Autran Dourado, é famosa no meio: "Eu era apenas a mão que escrevia". Assessores políticos chegam mesmo a escrever sobre pontos de vista opostos, para adequar os textos aos clientes e seus discursos. É comum, ainda, adequar o texto ao nível de conhecimento e estilo daquele que contrata o escritor fantasma. CasosA diferença entre o discurso lido e o de improviso pode gerar discrepância no estilo. Esta falha é apontada, por exemplo, nas falas do Presidente Lula. Conta-se que um político mineiro, sem efetuar uma pré-leitura do texto feito pelo "fantasma", leu a frase "de Minas, quiçá do Brasil" como "Minas, cuíca do Brasil", gerando constrangimento e pilhéria. A Winston Churchill é atribuída a crítica a seu adversário, Clement Aplee, dizendo dele que "Era um político tão medíocre que escrevia os próprios discursos". Questão éticaCaso recente envolveu uma publicação científica e artigo derivado de pesquisa por uma indústria farmacêutica, nos Estados Unidos. A fim de ter seu trabalho publicado, a indústria tentou contratar uma especialista para redigi-lo, ao que esta recusou a oferta; tendo outro profissional efetuado a redação, sua publicação foi recusada por uma revista médica - e no lugar foi publicado um texto da experta que recusara o trabalho, condenando a prática. A indústria defendeu-se, ao argumento de que era comum a prática de uso da autoria oculta, levantando o questionamento dos limites éticos para a prática. Esta prática de comércio autoral contudo, segundo a pesquisadora Maria Christina Anna Grieger, que apreciou os casos da indústria farmacêutica e de monografias feitas por outrem, "é uma realidade que pode interferir negativamente na formação ética, científica e profissional de graduandos e pós-graduandos, bem como na produção científica, falseando dados e informações da literatura." Nas artes - The Ghost, filme britânico do diretor Roman Polanski, programado para estrear em 2010, conta a história de um ghost-writer que, contratado para fazer a auto-biografia do primeiro-ministro, acaba ameaçado de morte.
- Budapeste, romance do compositor e escritor Chico Buarque, baseia-se na história de um ghost-writer.No enredo, a atividade é uma maldição para o profissional
Sobre o assunto Ghost-writting realmente consiste em um tema polêmico: até que ponto a venda não só de idéias, e sim da própria autoria, do direito de dizer que aquele texto é seu, é meramente uma carreira e até que ponto chega a ser algo anti-ético? Ao, refletir, percebi que sou contra dois casos de uso de GW: 1.) O uso de GW para obras literárias 2.) O uso de GW para obras e trabalhos acadêmicos No primeiro, se trata de uma idéia pessoal, para mim, questões de autoria artísticas são inflexíveis: todos os responsáveis pela elaboração da história, criadores, escritores, pesquisadores devem ser creditados. A idéia de uma pessoa, apenas por vaidade, comprar a autoria e a idéia de um GW é errada. No segundo, trata-se de uma questão, não apenas pelo bem da ciência, mas sim por segurança. É uma ação muito perigosa contratar os serviços de um GW na publicação de um artigo científico, pois, por mais que seja bem informado o GW da intenção do ´´autor´´, somente este ´´autor´´ detem todas as informações necessárias para a escrita de um artigo científico. O mesmo vale para trabalho acadêmicos, uma vez que trabalhos acadêmicos servem para o aprendizado o futuro profissional, como ele vai aprender se pagou pelo seu trabalho e como vai ser um bom profisional, se não aprendeu? Segundo a médica Maria Christina Anna Grieger : ´´O comércio de trabalhos científicos é uma realidade que pode interferir negativamente na formação ética, científica e profissional de graduandos e pós-graduandos, bem como na produção científica, falseando dados e informações da literatura. ´´[1]. Tirando esses dois casos, não tenho nada contra a pessoa que contrata ou usa os serviços de um GW para expressar suas idéias, ou melhor dizendo, não vejo porque não admitir que usou tais serviços e creditar o GW, já que um indíviduo não é obrigado a saber expressar bem suas idéias através da escrita. Referencias:[1] GRIEGER, M. C. A. . Escritores fantasma e comércio de trabalhos científicos na Internet: a ciência em risco. Revista da Associação Médica Brasileira, 2007.
Escrito por laerteneto às 16h57
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